O comércio eletrônico no Brasil

O comércio eletrônico no Brasil

Como anda o comércio eletrônico no Brasil?

Segundo a e-bit, empresa referência de consultoria em e-commerce, as compras e vendas através da internet movimentaram aproximadamente R$18 bilhões no Brasil em 2011, representando um crescimento de 25% em relação a 2010.

As compras foram lideradas por eletrodomésticos e impulsionadas pela classe C, que passou a acessar mais a rede para realizar suas compras, mas não sem antes pesquisar, pois apesar do aumento no montante de compras, houve diminuição no ticket médio, de R$ 370,00 em 2010 para R$ 350,00 por pessoa em 2011, o que indica tendência de busca por preços mais baixos e sucesso progressivo dos sites de compra coletiva.

O Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), tem cerca de 80 milhões de internautas, um em cada cinco faz compras pela internet. O comércio eletrônico já representa 1/3 de todas as vendas do varejo.

A melhoria de renda da classe C no Brasil, com aumento de renda e padrão de vida e a popularização da internet de alta velocidade, impulsionaram e continuarão impulsionando o e-commerce, estimando-se que em 2015 cerca de 40 milhões de pessoas farão pelo menos uma compra pela internet.

A principal forma de pagamento utilizada pelo consumidor que faz transações pela internet passou a ser definitivamente o cartão de crédito. Antes vista com certa desconfiança, essa forma de pagamento que dividia espaço com os boletos bancários, agora ganhou de vez a confiança dos consumidores e já representa cerca de 90% das transações online.

Compras Coletivas

Os sites de compras coletivas chegaram ao Brasil em 2010 e se tornaram sucesso rapidamente. Em 2011, tiveram aumento de 650% nas vendas, movimentando R$ 1,6 Bilhão, equivalente a 9% das vendas de internet. O País caminha para se posicionar em segundo lugar no mundo nesse tipo de modelo de negócio. Os sites de compras coletivas baseiam-se no princípio da oferta e da demanda: grande demanda implica em maiores ofertas, com descontos que prometem chegar aos 90%.

Entretanto, esse tipo de modalidade de compra necessita de regulamentação por parte das autoridades e um pouco mais de atenção por parte do internauta, pois na mesma proporção em que crescem as vendas, crescem também as reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor. As principais reclamações referem-se à entrega de produtos diferentes dos anunciados, ou mesmo não entregues.

Marcos Figueira é sócio do Wyse Group, Brasil (wyse.com.br) e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) nas áreas de Marketing, Marketing Digital, E-Commerce, Negócios Online, Planejamento Estratégico, etc.