As redes sociais nas empresas

As redes sociais nas empresas

As redes sociais e o futuro das empresas

Ninguém mais questiona o impacto das redes sociais nas empresas e forma das pessoas interagirem umas com as outras, na mudança de hábitos e, até mesmo de etiquetas sociais.

Muitas pessoas, em geral abaixo dos 25 anos, consideram uma ligação via celular intrusiva, preferindo o contato via SMS (mensagem de texto). Enquanto os indivìduos acima de 40 anos, não dispensam um telefonema em datas significativas, como aniversários por exemplo, a chamada Geração Y parece ter aderido de vez as congratulações públicas nos murais do Facebook.

O impacto das redes sociais no ambiente corporativo

E como fica esta questão no ambiente corporativo? Certamente, a rede social tem marcado grande presença dentro das empresas, mas isso, além de inexorável, é apenas o começo.

1. Diminuição das organizações: as mídias sociais irão tornar as barreiras hierárquicas cada vez mais tênues e expandir as habilidades dos usuários de se conectar com pessoas que realizam o melhor trabalho – não importando o tipo de tarefa ou função que o funcionário desempenhe.

As mídias sociais irão quebrar tais barreiras, proporcionando igualdade de acesso às informações em todos os níveis e funções de trabalho. Os CEO’s irão perceber que as idéias mais inteligentes da organização surgem de forma inesperada.

2. Os seus clientes serão a maior, e mais ativa, parte da comunidade: organizações experientes têm utilizado as redes sociais como forma de aproveitar o feedback e informar o desenvolvimento de estratégias de produtos. Essa tendência deverá crescere se tornar mainstream.

É possível, por exemplo, formar comunidades de interesses com seus consumidores que, frequentemente, irão saber mais do que os seus funcionários sobre os limites e possibilidades que os produtos podem ter ou fazer. “

É possível a manutenção de uma rede que inclua os próprios produtos, promovendo retorno em tempo real sobre as necessidades dos clientes, em vez de esperar que seus consumidores lembrem e descrevam uma lista de desejos para melhorar o produto. Isso pode tornar o seu negócio especial, mesmo em um mercado que flerta constantemente com a comoditização, tornando seus produtos, amigos dos clientes.

3. O modelo tradicional de serviço ao consumidor será transformado: conversando regularmente com os consumidores, as empresas irão descobrir o valor das mídias interativas e aumentar o uso das redes sociais para melhorar os serviços aos clientes. Espera-se que a maior parte dos serviços prestados por uma organização sejam conduzidos por meio das redes sociais.

4. Uma rede social interna substituirá a intranet: assim como a intranet evoluiu a partir da internet pública, também existem redes sociais internas que evoluírão a partir de plataformas como Twitter e o Facebook. As empresas passarão a utilizar as redes sociais internas como principal plataforma de comunicação.

A utilização das redes sociais para disseminar informações empresariais, formação de equipes e conhecimento e para capturar e transferir será a regra, não a exceção.

5. O marketing funcional irá se expandir: as mídias sociais fazem com que qualquer pessoa da empresa seja um “marketeiro” em potencial. Funcionários não fazem comerciais à noite ou projetam anúncios aos finais de semana, mas o aproveitamento das redes sociais dos funcionários, que, voluntariamente, falam da empresa na rede, é uma grande oportunidade para a companhia.

Obviamente que os novos desafios exigirão que a empresa tenha políticas definidas e ofereça treinamento e orientações para garantir que as mensagens estarão de acordo com a imagem corporativa suas metas e negócios.

Marcos Figueira é sócio do Wyse Group, Brasil (wyse.com.br) e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) nas áreas de Marketing, Marketing Digital, E-Commerce, Negócios Online, Planejamento Estratégico, etc.